Escrevendo realizo uma profunda jornada dentro de mim.
Limpo o vazio que sufoca e depois corro de volta para o lado de fora.
Porque a cada passo descubro que faz muito calor do lado de cá do que habita em mim.
Chego a ver uma roda gigante descontrolada, desgovernada.
Embora eu prefira ser a impermanência oposta ao habitual, as vezes o coração lateja uma dor de cabeça infernal[ será pulsação ou impulso racional?]
A questão é :a falta do que faz falta.
A falta do acreditar,
Do se entregar,
Do confiar.
Por muito é o que basta permanecer fazendo morada no fundo de mim.
Depois que quebrei o cadeado do meu lar e fui passear em outro silêncio, fiquei sem voz para ecoar o sentimento.
Coloquei cães ferozes protegendo o meu casarão.
Goteja em minha cabeça uma sensação de certeza, ilusão,crença e dúvida.[contraditório não?]
Mas, até uma nova sensação perfurar toda a proteção é assim que florescerá meu abrigo.
Bruna Sousa.