terça-feira, 28 de abril de 2009

Inconstância

Enlouqueço o medo,
Despedaço o tempo.
Confundo o segredo,
E no fim; rodopio como uma criança.

Bruna Sousa.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Se perco as palavras, sou um nada dentro de mim.

Escrevendo realizo uma profunda jornada dentro de mim.
Limpo o vazio que sufoca e depois corro de volta para o lado de fora.
Porque a cada passo descubro que faz muito calor do lado de cá do que habita em mim.

Chego a ver uma roda gigante descontrolada, desgovernada.
Embora eu prefira ser a impermanência oposta ao habitual, as vezes o coração lateja uma dor de cabeça infernal[ será pulsação ou impulso racional?]

A questão é :a falta do que faz falta.
A falta do acreditar,
Do se entregar,
Do confiar.

Por muito é o que basta permanecer fazendo morada no fundo de mim.

Depois que quebrei o cadeado do meu lar e fui passear em outro silêncio, fiquei sem voz para ecoar o sentimento.

Coloquei cães ferozes protegendo o meu casarão.

Goteja em minha cabeça uma sensação de certeza, ilusão,crença e dúvida.[contraditório não?]
Mas, até uma nova sensação perfurar toda a proteção é assim que florescerá meu abrigo.

Bruna Sousa.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fluindo.

Vivo o que sinto e não tenho medo disso.
Um dia coração, um dia razão.
Sem a menor intenção de causar profundas inquietações, apenas refletindo minha emoção.

Não quero magoar.
Quero amar.
Não quero ver lágrimas rolarem.
Quero junto sorrir.

Fluir a leveza é a minha opção.
Reconectando a vibração sinto meus pés novamente fora do chão.
A visão das pessoas está apenas destreinada para as sensações.
Recompor a intuição pode ser a metade do caminho.

Bruna Oliveira